Apresentação à Tradução. Rogers e Skinner para além dos Estereótipos: Uma Leitura do Diálogo de 1962

Authors

  • Lucia Stenzel
  • Paulo Castelo Branco
  • Adriano Holanda

DOI:

https://doi.org/10.62506/904cy879

Keywords:

Psicologia Humanista, Behaviorismo Radical, Epistemologia;, subjetividade

Abstract

Este artigo analisa o diálogo entre Rogers e Skinner, realizado em 1962, na Universidade de Minnesota, sobre educação e controle do comportamento humano. Emprega-se o modelo de análise estrutural de teorias psicológicas proposto por William Gomes. A análise examina as dimensões ontológica, gnosiológica/epistemológica, lógica e axiológica presentes no diálogo. Os resultados indicam que Rogers compreende o humano como pessoa em processo de experiência, simbolização, escolha e autodireção, aproximando-se de uma posição predominantemente ontoaxiológica. Skinner, por sua vez, compreende o humano a partir do comportamento em relação com contingências históricas, ambientais e culturais, aproximando-se de uma posição predominantemente epistemológica. A análise evidencia também zonas de convergência e momentos de aproximação entre os autores, sem que sejam eliminadas suas diferenças quanto ao estatuto da subjetividade, da liberdade e do controle. A discussão mostra que o diálogo não se reduz à oposição entre liberdade e determinismo, nem entre humanismo e behaviorismo. Trata-se de uma tensão constitutiva da Psicologia moderna, que envolve ciência, subjetividade, linguagem, educação, controle e intervenção. Conclui-se que o encontro permanece relevante para pensar os limites, os métodos e as finalidades da Psicologia contemporânea.

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Published

2026-10-16

Issue

Section

Classical Text

How to Cite

Apresentação à Tradução. Rogers e Skinner para além dos Estereótipos: Uma Leitura do Diálogo de 1962. (2026). Phenomenology, Humanities and Sciences, 7(2). https://doi.org/10.62506/904cy879