Teoria Gestalt e método fenomenológico em Gurwitsch e Merleau-Ponty

Autores

Palavras-chave:

Gestalt, Psicologia, Fenomenologia, Gurwitsch, Merleau-Ponty

Resumo

Neste ensaio, examino as diferentes visões que Gurwitsch e Merleau-Ponty susten-tam sobre a relevância fenomenológica da psicologia da Gestalt. Contra a recusa husserliana desta última em razão de seu suposto “naturalismo,” ambos defendem que a crítica da Gestalt ao atomismo psicológico libera uma perspectiva transcendental no estudo da percepção. En-tretanto, os dois discordam entre si no que diz respeito a qual estatuto fenomenológico deve ser concedido à natureza transcendental da Gestalt. Defendo que o ponto central da diver-gência gira em torno da aplicação do método eidético de Husserl. Enquanto para Gurwitsch as investigações realizadas em linha com a teoria da Gestalt se revelam análises noemáticas, confrontando o sujeito com unidades ideais expressas em asserções eidéticas, Merleau-Ponty é crítico dessa investigação, que lhe parece implicar uma forma de dualismo. Concluo com uma confrontação crítica da leitura que Gurwitsch faz da teoria da Gestalt com aquela feita por Merleau-Ponty, enfatizando a originalidade da caracterização da Gestalt pelo filósofo francês como figura originária do ser pré-objetivo.

Biografia do Autor

Erik Lind, Paris 1 Panthéon-Sorbonne

Post-Graduate Student, Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Publicado

2022-06-22

Como Citar

Lind, E. (2022). Teoria Gestalt e método fenomenológico em Gurwitsch e Merleau-Ponty. Phenomenology, Humanities and Sciences, 2(2), 216-228. Recuperado de https://phenomenology.com.br/index.php/phe/article/view/125