Ferramenta Quebrada ou Existência Desordenada? O Problema da Enfermidade Mental na Fenomenologia Existencial

Autores

  • Marcelo Vieira Lopes

DOI:

https://doi.org/10.62506/phs.v2i1.78

Palavras-chave:

Psiquiatria, Heidegger, Sentimentos Existenciais, Normatividade

Resumo

Em um trabalho recente, Schmid (2018) apresenta o que considera a forma adequa-da de compreensão da enfermidade mental do ponto de vista da fenomenologia existencial de Martin Heidegger. A enfermidade mental é apresentada como uma série de rupturas nas estruturas práticas e sociais da existência, através da analogia com a análise do utensílio que-brado presente em Ser e Tempo. Neste trabalho, proponho uma análise da leitura de Schmid em três etapas: 1. Sustento que esta leitura implica tanto uma transgressão categorial quanto uma perspectiva funcionalista, ambas derivadas da analogia equivocada com o modo de ser dos utensílios; 2. As rupturas nas estruturas práticas e sociais da existência não parecem ser suficientes para a manifestação de enfermidades mentais; e 3. Sustento que as perturbações na observância às normas são intimamente ligadas à experiência da enfermidade, mas apenas como consequência destas. Em seguida, introduzo uma abordagem relativa à autocompre-ensão mentalmente enferma prévia à tematização dos distúrbios de observância às normas. Sugiro que uma perturbação no espaço modal da experiência causada por mudanças afetivas tem um papel importante na compreensão da enfermidade mental a partir da perspectiva fe-nomenológico-existencial.

Biografia do Autor

Marcelo Vieira Lopes

Ph.D. candidate at Graduate Program in Philosophy at
Federal University of Santa Maria (UFSM), Brazil.

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Publicado

2021-04-22

Como Citar

Lopes, M. V. (2021). Ferramenta Quebrada ou Existência Desordenada? O Problema da Enfermidade Mental na Fenomenologia Existencial. Phenomenology, Humanities and Sciences, 2(1), 135–143. https://doi.org/10.62506/phs.v2i1.78