ROMPENDO O SILÊNCIO DA RAZÃO: A PALAVRA VIVA SEGUNDO LEVINAS E MERLEAUPONTY

Autores

  • Marcelo Fabri Universidade Federal de Santa Maria

Palavras-chave:

palavra, silêncio, subjetividade, alteridade

Resumo

O objetivo da exposição é mostrar a crítica que Levinas e Merleau-Ponty dirigem ao poder neutralizante e totalizante do pensamento em relação às subjetividades humanas concretas. Mesmo existindo uma grande diferença entre os dois filósofos, é possível dizer que ambos defendem a seguinte tese: o pensamento não detém o segredo e as potencialidades da linguagem. Ou seja, a linguagem é a condição do pensamento, e não sua serviçal. Ver-se-á também que Levinas se preocupa mais em descrever o sentido a partir do qual o silêncio produzido pela razão é rompido, ao passo que Merleau-Ponty argumenta que é preciso ouvir as próprias vozes silenciadas pela razão. Ressaltamos em conclusão que, mais do que produzir silêncio, a razão pode descobrir-se como uma forma de sensibilidade entendida como audição, responsabilidade e inquietude ética.

Biografia do Autor

Marcelo Fabri, Universidade Federal de Santa Maria

Professor in the Philosophy Department at the Federal University of Santa Maria (UFSM).

Publicado

2020-06-29

Como Citar

Fabri, M. (2020). ROMPENDO O SILÊNCIO DA RAZÃO: A PALAVRA VIVA SEGUNDO LEVINAS E MERLEAUPONTY. henomenology, umanities and ciences, 1(2), 244-259. ecuperado de https://phenomenology.com.br/index.php/phe/article/view/27