REVISÃO TEÓRICO-CONCEITUAL DA HIPER-REFLEXIVIDADE SOB A PERSPECTIVA DA LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL
DOI:
https://doi.org/10.62506/17fs3815Palavras-chave:
Hiper-reflexividade; Psiquiatria Existencial; Viktor Frankl.Resumo
Este artigo realizou um exame conceitual das manifestações da hiper-reflexividade, uma condição caracterizada por aquilo que é reflexivo ou racionaliza em demasia. O nosso objetivo residiu em compreender de forma mais ampla o fenômeno da hiper-reflexividade, sob a ótica da Logoterapia e Análise Existencial, abordagem desenvolvida pelo médico vienense Viktor Émil Frankl. A Logoterapia representa uma escola no campo da psicoterapia, que desenvolveu uma técnica psicoterápica, além de ser considerada por vários autores como pertencente à “psiquiatria existencial”. Observou-se que a problemática da reflexividade em demasia não diz respeito a uma racionalidade exagerada associada à função mental, e sim ao modo como algo normalmente implícito se torna focal e explícito, conduzindo a uma diminuição da vitalidade espontânea do sujeito no mundo. Desse modo, a hiper-reflexividade não deve ser incluída em um aspecto meramente cognitivo, queremos dizer com isso é que a hiper-reflexividade, na medida em que pode restringir os recursos do inconsciente espiritual pode, portanto, dificultar a realização de valores e encontro de sentido à vida, acentuando a possibilidade de adoecimento psíquico. E ainda, verificamos que a concepção de hiper-reflexividade aparece em Frankl, basicamente, a partir de duas problematizações inter-relacionadas: a primeira delas refere-se a uma das principais críticas franklianas em relação às teorias psicológicas; a segunda corresponde ao modo de vida do homem na modernidade, cujo resultado pode produzir o “vazio existencial”.
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