Psicoterapia y Religión: Una cuestión (no)ética
DOI:
https://doi.org/10.62506/8z0jzt20Palabras clave:
Religión y Psicología; Espiritualidad; Psicoterapia; Ética Profesional; Educación en Psicología.Resumen
Este estudio teórico analiza la tensión ético-política entre la libertad religiosa del psicólogo y el deber de laicidad de la práctica clínica, evidenciada por recientes conflictos institucionales en Brasil. El objetivo es proponer la integración de la dimensión espiritual en la psicoterapia a partir de la Logoterapia y el Análisis Existencial de Viktor Frankl. Metodológicamente, se realiza una articulación conceptual sobre la ontología dimensional, la dimensión noética y el inconsciente espiritual, en diálogo con la literatura del área. Se discute que la evitación sistemática de la espiritualidad y la religiosidad en los procesos formativos genera inseguridad profesional y contradice la esencia del método psicoterapéutico, enfocado en desvelar el sufrimiento para reorganizarlo. Los resultados demuestran que la distinción frankliana entre espiritualidad, comprendida como fenómeno antropológico universal, y religiosidad, vista como manifestación cultural específica, permite al terapeuta acoger la visión del mundo del paciente manteniendo la neutralidad axiológica, sin incurrir en proselitismo o reduccionismo cientificista. Se concluye que la superación de esta polarización exige la inclusión del debate crítico sobre el tema en la formación en psicología, capacitando al profesional para ofrecer un cuidado científicamente riguroso y existencialmente acogedor.
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